Livro: The Penguin History of Modern China: The Fall and Rise of a Great Power, 1850 - 2009
A China é um lugar estranho e bastante desconhecido para mim. Mas todo o mistério parece extremamente interessante, de longe. Então quando esse livro caiu no meu colo, parecia perfeito saber mais sobre o país do futuro.
No entanto, a história da China por enquanto não é tão interessante. Ainda estou na década de 30, antes da II Guerra, mas posso resumir da seguinte forma: Fulano era líder local e juntou um exército de 1,5 milhão de pessoas para lutar contra a província vizinha de jkejrishuian. Morreram 500 mil pessoas de bobeira e a luta se repetiu por motivos igualmente irrelevantes nas 9 décadas seguintes, com cada vez mais mortos.
É triste, profundamente triste. Milhões de pessoas na miséria, ignorância e desespero. É tão sangrento que só aguento algumas páginas por vez e, por isso, não consegui chegar ainda no evento mais sangrento de todos, a Revolução Cultural.
Mas… vale a pena continuar.
Série: Des Racines et Des Ailes
Uma das descobertas mais bacanas de 2011 foi o programa franco-canadense Des Racines et Des Ailes (Raizes e Asas). O programa explora a cultura francesa e o mundo sob essa ótica. São documentários de 1h que trazem os temas mais clássicos e mais inusitados com uma perspectiva muito interessante. Passa toda segunda-feira no canal TV5Monde, mas também pode ser encontrado na internet. Recomendo fortemente qualquer episódio, pois a excelência do programa é conseguir transformar todos os assuntos em temas interessantes.
Por enquanto meu episódio favorito é sobre estrangeiros que vivem em Paris. É apaixonante!
Eu adoro a obra de Lars Von Trier desde que vi Dançando no Escuro. Aos poucos corri atrás da filmografia e meu respeito por ele só aumentou. Melancholia, no entanto, se destaca entre os muitos filmes interessantes que ele fez. Vai além, sendo um pouco menos brutal do que a média, e mais poético. Traz uma fotografia sofisticada que foge completamente às raízes Dogma do diretor, mas que muito me agrada. Melancholia devia ser visto sempre no cinema, com uma tela enorme e alta qualidade de imagem. E o som… o som ensurdecedor deste planeta estranho que se aproxima da Terra e muda a vida dos personagens.
Ao contrário do que o título indica, não é um filme sobre tristeza. Na verdade, é uma reflexão sobre a morte e, por consequência, sobre a vida. As diferentes perspectivas sobre o medo e incerteza, as reações às ameaças, as coisas que nos aproximam e o que nos afasta. Lars Von Trier acertou novamente.
Filme: José e Pilar
O documentário sobre José Saramago e sua esposa Pilar me pegou de surpresa. Na verdade, eu não sabia bem o que esperar. Mas não esperava uma história de amor. O filme é tão bonito e delicado que me fez querer ler tudo o que ele já escreveu, além de ouvi-la falar e falar e falar. Recomendo fortemente para quem gosta de conhecer histórias bonitas (sem ser melosas) da vida real. A edição e montagem do filme é primorosa por torná-lo divertido sem ser frenético.
Filme: Uma Família
Filmes suecos são diferentes sem necessariamente serem bizarros. Este conta a história de uma família, que aparentemente não tem nada de especial. Eles têm desafios de família como várias outras. Ao mesmo tempo, é impossível não prestar atenção, envolver-se com essa história tão possível. Curti.
Série: The Walking Dead
Já deu para perceber que eu tenho uma queda por zumbis… Eu acho a ideia de zumbis assustadora e fascinante. Fico tentando me imaginar nesse apocalipse zumbi e tudo o que poderia acontecer. Fico tentando imaginar as explicações que os filmes, livros e séries dão para isso.
The Walking Dead prendeu minha atenção apesar dos momentos novelinha, simplesmente porque há MUITOS zumbis. E muita gente termina de forma brutal e assustadora. Chega a dar pesadelos às vezes. É dramático, é interessante, é extremo. Não chega a ser como A Estrada (que nada tem com zumbis, mas é intenso e extremo), mas é bom. Vale a meia hora semanal.
Filme: Merci Pour le Chocolat
Um mistério discreto.
Adoro os filmes do Claude Chabrol, em média, mas esse foi discreto demais para mim. Isabelle Huppert está interpretando Isabelle Huppert. O mistério não parece misterioso porque não parece verdade. Mas a música é linda, se você gosta de piano.
Série: Game of Thrones
Ainda não tenho uma opinião formada sobre a nova série de fantasia da HBO, o que é uma coisa boa. Existem muitas coisas interessantes e intrigantes em Game of Thrones, mas também existem fraquezas. Cada episódio é uma avalanche de informações, mas isso não é de todo ruim. Dá vontade de rever os episódios e eles ficam na cabeça.
Recomendo assistir, mas ainda não virei fã. E hoje tem mais episódio…
Filme: A Freira (La Religieuse)
Um clássico do cinema francês, dentre os muitos que eu ainda não tinha visto. Um filme de época, o que é quase sempre interessante para mim. E um filme sobre uma das raras “profissões” femininas antes do século XX.
A história é baseada livremente num clássico de Diderot, que denuncia a vida desregrada das freiras francesas do século XVII, além de contar o caso de Suzanne Simonin. A moça francesa, que realmente existiu, foi feita freira à força e lutou publicamente para fugir da vida do convento.
Atuações interessantes e uma atriz linda como Suzanne fazem do filme interessante até para quem não se liga muito nesses assuntos. E felizmente não é arrastado, é bastante explicativo para quem não conhece os costumes da época. E tem figurinos legais. :)
Filme: Agentes do Destino
Li na sinopse que o filme era uma mistura de Supremacia Bourne com Inception. Daí, num domingo chuvoso, o que poderia ser melhor num cinema pipocão? Fui ver de coração aberto. E que decepção…
Matt Damon faz um trabalho ok, mas o roteiro do filme é simplesmente lamentável. O que começa como um mistério interessante vira um filme religioso-comédia-romântica. E é LONGO, ou pelo menos essa é a sensação que passa. O final é fraquíssimo e chato. Fuja!








